Há vários anos atrás foi
publicado um artigo num jornal com o titulo em destaque que acima utilizo,
tendo mesmo revelado na altura que há vários meses haviam recebido sinais de
rádio que provinham do centro da Terra. Depois de os analisar, os cientistas
concluiram que se tratava de mensagens cifradas embora não tenham conseguido a
chave para as interpretar. Também não sabem quem envia as mensagens mas
garantem que são feitas e comunicadas por vida inteligente.
“Está claro que alguém ou algo
daí de dentro (da Terra) está a tentar comunicar-se connosco e de modo
inexplicável tem tecnologia necessária para atravessar centenas de milhares de
toneladas de terra e rochas”... declarava um alto funcionário da NASA na altura
que manteve seu anonimato por motivos óbvios.
Os especialistas detectaram os
primeiros sinais com a ajuda de aparelhagem sofisticada (outros nem precisam
isso para comunicar com os Intraterrenos) e desde então repetiram-se as
transmissões de maneira intermitente com intervalos regulares em que um técnico
da NASA explicou que as ondas seguem um complexo código matemático que aos
poucos tem sido decifrado, tendo obtido assim as primeiras mensagens que falam
da Humanidade da superficie que está correndo riscos de destruição por causa de
sua famigerada forma de civilização.
Isto mesmo sabem as pessoas que
não são cientistas e já formulam há muito seus vários pontos de vistas.
Nessas mensagens que a NASA
possui sabe-se que “são tão catastróficas que não vamos torná-las públicas e
não queremos alarmar ninguém”, dizia o entrevistado ao jornal que publicou o
artigo onde se concluia o seguinte:
“Durante muito tempo pensámos que
o Espaço era a última fronteira e agora descobrimso que no nosso próprio Planeta
há um território inexplorado que poderá esclarecer muitas coisas acerca do
nosso futuro, pois está claro que eles sabem muito mais de nós, do que nós
próprios e deles”...
Fonte: Mistérios Revelados
Há tempos que diversos cientistas tem
tentado se comunicar com civilizações inteligentes em outros planetas,
mesmo estando muito distantes de nós. Para isso, eles utilizam poderosos
radiotelescópios,
É uma busca extremamente demorada, que
nunca apresentou grandes resultados. Contudo, em 1977, um misterioso
sinal foi recebido e é considerado até os dias atuais como o único que
possa ter sido emitido por uma fonte não-natural fora da Terra.
No dia 15 de agosto, como fazia todas as
noites, o radioastrônomo Jerry Ehman analisava dados obtidos pelo
radiotelescópio Big Ear, da Universidade de Ohio, nos EUA.
Até então, a grande maioria dos sinais
captados pelo pesquisador já eram bem conhecidos, e não passavam de
emissões emitidas de galáxias ou outros objetos distantes. Até que um
fraco sinal diferente dos demais começou a aumentar gradualmente até
atingir seu ápice, decaindo e desaparecendo em seguida, lentamente. O
tempo total de detecção foi de exatos 72 segundos, e seu pico de
intensidade era tão grande que superou o limite da escala preparada para
as observações.
Surpreso e confuso, Jerry não tinha
muito tempo para analisar cientificamente o fato, então escreveu ao lado
dos códigos que representavam os sinais, em uma folha impressa pelo
computador, a intensidade do evento que acabara de presenciar: “WOW !”
Observando a posição da antena, os
pesquisadores concluíram que as ondas eletromagnéticas detectadas foram
emitidas da constelação de Sagitário, com uma frequência de 1420.4556
MHz, correspondente à linha 21 do hidrogênio.
A estrela mais próxima que existe
naquela direção está a 220 anos-luz de distância de nós. Assim, se o
sinal partiu mesmo daquela região, foi um evento astronômico de
gigantesca potência e que até hoje não foi descoberto pelos
pesquisadores.
O Big Ear não é giratório e está fixo no
solo. Seu movimento de varredura é dado pela própria rotação da Terra.
Ele capta os sinais provenientes do espaço através de um feixe de
recepção bastante estreito apontando para o infinito. Como em todas as
antenas parabólicas ou direcionais, a sensibilidade é maior na região
central do feixe, diminuindo nas laterais. Assim, sempre que uma fonte
de rádio proveniente do espaço cruza o radiotelescópio, ela aumenta de
intensidade quando a rotação da Terra traz o sinal para o centro do
feixe.
No caso desse radiotelescópio, a largura
do feixe de recepção era extremamente estreita, e qualquer sinal que
viesse do espaço levava sempre 72 segundos para atravessar o feixe. E
foi exatamente isso o que ocorreu naquela noite.
Veja o vídeo abaixo da gravação original do sinal WOW.
Hipóteses
Se o sinal fosse proveniente da Terra, a
intensidade iria crescer quase que imediatamente, e diminuiria também
de forma abrupta. Se o sinal viesse de algum satélite terrestre também
não apresentaria o intervalo de detecção de exatos 72 segundos.
Alguns poderiam supor que alguém
quisesse enganar os pesquisadores, simulando uma transmissão clandestina
na faixa da linha do hidrogênio, mas dadas as características do sinal
essa hipótese também foi descartada. Para se ter uma ideia, são
necessários quase 6 minutos de varredura para cobrir uma região do céu
de tamanho angular igual à Lua. Em outras palavras, esse alguém teria
que ir ao espaço, permanecer imobilizado, ligar seu transmissor e
esperar a Terra posicionar a antena do radiotelescópio à sua frente.
Se o sinal viesse de um ponto fixo no
espaço, o sinal deveria crescer, atingir uma intensidade máxima e decair
conforme a rotação da Terra movimentasse a antena. O sinal “WOW”
cumpriu esse requisito, caracterizando-o como uma verdadeira emissão
vinda de uma fonte fixa do céu, mas de origem desconhecida.
Após o evento, diversas experiências
foram feitas em diversos comprimentos de ondas, sempre focadas na mesma
direção do céu. Receptores mais sensíveis foram utilizados e diversos
intervalos de tempo foram escolhidos na tentativa de se captar algum
sinal periódico, mas desde 1977 nenhum sinal que chamasse a atenção foi
detectado. Até agora, mais de 30 anos depois, não se chegou a uma
explicação lógica sobre a origem do sinal WOW.
Hidrogênio
O hidrogênio é o elemento mais abundante
do Universo. Sua frequência natural de emissão é 1420.4556 MHz, também
chamada de linha 21 ou “janela d´água”. Por ser o elemento em maior
quantidade no universo, os cientistas acreditam que essa também seja a
frequência mais óbvia para se tentar algum contato com outras
civilizações, tanto para transmissão quanto para para recepção de
sinais. Em 1977, o sinal WOW foi detectado exatamente nessa frequência.
Infelizmente, não há nenhuma maneira de
saber exatamente o que causou o sinal WOW. Por mais que alguns de nós
gostaríamos de usá-lo como prova da vida extraterrestre, isso seria um
ato de fé, e não científico na melhor das hipóteses.
Logicamente, a conclusão que deve ser
feita é que o sinal WOW muito provavelmente se originou no espaço
profundo, mas se o fizesse, então ele era um fenômeno astronômico
completamente desconhecido, ou uma transmissão alienígena interceptada.
Mas como não há nada para seguir em frente, não há nenhuma maneira de
provar ou refutar qualquer uma dessas ideias.
Por enquanto, sinal WOW se mantém como
nada mais que uma sugestão vaga, mas fascinante, de que pode haver mais
coisas que espreitam lá fora, nesta galáxia que tão pouco conhecemos.
O mapa representa a costa oeste do
continente africano, a costa oeste do continente sul-americano e o norte
da Antártida. Trata-se de um fragmento de um mapa-mundi, cujas outras
partes nunca foram
encontradas. De acordo com registros escritos pelo
próprio Piri Reis, o mapa foi baseado com base em dezenas de outros.
De início, ninguém deu tanta importância
para o mapa. Algumas cópias foram reproduzidas e enviadas para famosos
museus, mas somente nos anos 50 que ele se tornou mundialmente famoso.
Após uma série de análises, constatou-se
que o mapa possuía centenas de pontos do planeta só conhecidos
oficialmente séculos depois por outros navegadores, além de mostrar
detalhes geológicos incríveis. Para muitos, o mapa só poderia ter sido
desenhado caso o autor soubesse precisamente a circunferência da Terra,
embora alguns dados do mapa não fossem exatos. Um exemplo disso é que a
latitude e longitude de muitos pontos estão corretas, algo que só
soubemos a calcular séculos depois.
Para
começar o enigma, o mapa de Piri Reis mostra
pela primeira vez a América do Norte interligada com a do Sul e indica a
Groelândia e a Antártica, que ainda não tinham sido descobertas. A
riqueza de
detalhes sugere que o documento só poderia ter sido elaborado a partir
de fotografias tiradas de uma altitude elevada, recurso inexistente no
século
16.
As indicações geográficas e projeções do
documento são surpreendentemente precisas e, embora se trate de um mapa
elaborado no
antigo sistema portolano, as posições estão marcadas corretamente quanto
à latitude e longitude, técnica que só se tornou possível três séculos
depois, em 1790, com a invenção do relógio marítimo adequado.
Por
esses e outros argumentos, o mapa de Piri Reis encerra um dos maiores
mistérios da cartografia, levando milhares de estudiosos, como sempre, a
elaborarem todo tipo de explicações pró e contra o documento.
Perdido
por três séculos, esse mapa foi redescoberto por historiadores no
Palácio Topkapi, em Istambul, em 1929. Seu autor, Piri Reis, foi um
almirante
otomano nascido por volta de 1465, na atual Turquia. Depois de combater
as marinhas espanhola, genovesa e veneziana, sucumbiu aos portugueses em
1554,
ao norte do Golfo Pérsico, e foi decapitado.
Junto com o mapa,
Piri Reis publicou em 1513 o "Kitab-i Bahieh" ou Livro da Marinha,
onde, entre informações gerais, explica que elaborou sua versão
cartográfica a partir de 20 outros documentos, dentre os quais alguns
manuscritos
orientais únicos e até um documento desenhado por Cristóvão Colombo.
Mesmo esta explicação da origem das informações cartográficas redunda
em
polêmica - por exemplo, as indicações cartográficas de Piri Reis mostram
a conformação das regiões polares exatamente como estavam antes da
última
glaciação e não na situação atual. Qual dos mapas em que ele se baseou
poderia conter informações de 10 mil anos atrás? E para referenciar
tantos
detalhes, Piri Reis precisaria de uma equipe profissional e de
levantamento cartográfico aéreo ou espacial - quem teria, há mais de 500
anos, aviões e
equipamentos geográficos? Mistério...
Especificamente com
relação à Antártica, existe outro enigma: um mapa, desenhado por
Oronteus Finaeus em
1532, mostra detalhadamente como é o continente sob o gelo muito antes
de ele ter sido descoberto. Modernamente, só pudemos mapear aquela
região em
1956, quatrocentos anos depois, com a realização de levantamentos
sísmicos.
Um curiosidade do mapa é que as regiões polares estão representadas como
estavam antes da última era do gelo, que aconteceu há 10 mil anos
atrás. E não se sabe onde ou no que Piri Reis de baseou para registrar
informações de um período tão remoto. Além disso, a Antártida
representada no mapa não estava coberta por gelo, e a América e o Pólo
Sul estão conectadas por terra, por isso, alguns cartógrafos acreditam
que a inspiração de Piri Reis veio de algum outro mapa de pelo menos
4.000 a.C.
Porém, a única dedução razoável é que quem cartografou o
globo, há
milhares de anos atrás, tinha alto nível tecnológico. Curiosamente,
segundo Finaeus, o mapa por ele desenhado foi baseado em outras cartas
muito mais
antigas, a exemplo do mapa do turco Piri Reis.
A comida dos camponeses do século 12, quem diria, era nutritiva. Os
pobres, que formavam 90% da população da Europa, tinham uma dieta muito
mais balanceada que a dos nobres e religiosos. Ela incluía iguarias como
carne de castor, mingau de trigo e água com vinagre.
Proteínas Iguarias
Peixes
eram as proteínas mais comuns, principalmente no litoral. Sardinhas
(como na foto), congros e carpas eram o carro-chefe. Já carne costumava
ser rara e caríssima. Ninguém comia vacas porque gado servia como força
de trabalho.
Caiu na rede, é peixe
"Peixe"
era todo animal que vivia na água. Como a Igreja incentivava o consumo
desse alimento, valia tudo: de camarão a baleia. No norte da Europa rabo
de castor era iguaria. Como o bicho morava na água, virou peixe.
Prato bem temperado Nos
castelos já havia especiarias asiáticas, como pimenta e gengibre. Mas,
no campo, tempero era sálvia, tomilho, salsa ou manjericão.
Luz de sebo
As
casas tinham apenas uma janela. Para aquecer, era feita uma fogueira
sem chaminé. Para iluminar, velas de sebo ficavam acesas até a hora de
dormir, umas 21h.
Carboidratos Mingau nosso
Os
mingaus eram engrossados com papa de trigo: cozia-se lentamente
aproveitando todo tipo de alimento. A medicina aprovava, pois se
acreditava que comida picada, cozida ou triturada fazia bem para a
digestão.
Pé de pão
Na península ibérica, as castanhas eram tão essenciais que as castanheiras ganharam o apelido de "árvore de pão".
Pão pra toda obra
"Pão"
era um termo genérico para definir alimentos feitos de cereais - os
ricos tinham acesso ao feito de trigo, como os de hoje, mas os pobres
comiam uma versão mais escura feita de restos de cereais.
Vegetais Salada de frutas
No
norte da Europa, as frutas mais comuns eram morango, maçã e pera. No
sul, uvas, figos e laranjas. Os ricos as usavam para dar um gosto
agridoce a pratos salgados. Já os pobres comiam as frutas diretamente do
pé, sem lavá-las.
Velhos vegetais
Antes
da descoberta do Novo Mundo, não havia batata, tomate nem milho. O
jeito era se virar com grão-de-bico e ervilha. Os ricos desprezavam
repolho, espinafre e cenoura - mas os pobres não viviam sem eles,
cozidos em sopas.
Bebidas Na palma da mão
Quando
chegou a Paris, a princesa bizantina Teodora causou escândalo no
jantar ao usar um objeto esquisito para comer. Era um garfo. Entre os
pobres, o hábito era comer com as mãos e virar o prato na boca.
Cachaça é água
Água
potável era rara, e o risco de doenças, alto. Por isso, a maioria
preferia bebidas alcoólicas. Eram consideradas saudáveis e nutritivas.
Vinho
O
vinho (de uva, romã, amora ou pera) era comum no sul. O processo de
fermentação era parecido com o atual, apenas mais diluído em água.
Cerveja
Antes da descoberta da levedura, a cerveja estragava em poucos dias. Era consumida fresca e por isso ficava bem mais escura.
Vinagre
Nem
todo mundo tinha casa e emprego. Sem acesso a vinho, os indigentes se
viravam com vinagre diluído em um pouco de água, que servia para matar
os germes.
INGREDIENTES DA SOPA E DO MINGAU
• Espinafre
• Beterraba
• Cebola
• Couve
• Alho
• Grão-de-bico
• Cenoura
• Repolho
• Ervilha
• Fava
Fontes
Dicionário Temático do Ocidente Medieval, História da Vida Privada,
volumes 1 e 2, Paul E. Szarmach, historiador da Universidade de
Cambridge, e Patrick Geary, professor de história da Universidade da
Califórnia.
Se você não sabe, “Rossa”, em italiano, significa vermelho, ruivo. E
talvez o nome Aruj e Hizir não sejam familiares para você, mas com
certeza você já ouviu falar do famoso pirata Barba-Ruiva. Barbarossa
foi o nome dado aos irmãos turcos pelos corsários europeus. Sua base era
na África e eles atacavam várias cidades costeiras, se tornando os
homens mais famosos da região.
Sir Francis Drake:
Um dos mais famosos piratas que navegava pelas águas do Caribe, Drake
era considerado um nobre por alguns e um bandido por outros. Ele viajou o
mundo e derrotou boa parte da Armada Espanhola. Suas pilhagens pela
costa do Caribe, especialmente nas colônias espanholas, representam uma
das maiores quantias arrecadadas com a pirataria.
Calico Jack:
Calico Jack Rackham foi o primeiro a usar o emblema “oficial” dos
piratas – a bandeira com a caveira e duas espadas cruzadas (conhecida no
Caribe antigo como Jolly Roger). Ele é mais conhecido pela associação
com Anne Bonny e por sua “clássica morte pirata” do que por seus feitos e
pilhagens. Ele foi capturado na Jamaica e, para servir de aviso para
outros piratas, foi enforcado e pendurado em um lugar alto, hoje
conhecido como Rackham’s Cay.
Henry Morgan:
Morgan é tão popular que hoje existe uma marca de rum que carrega seu
nome. Ele foi um oficial que se converteu em pirata e tomou boa parte do
ouro do Panamá, na época uma colônia espanhola.
Capitão Kidd:
Não se sabe até hoje se William Kidd era um pirata ou um oficial. Ele
foi primeiro empregado como um oficial britânico, mas morreu enforcado
como um pirata. Até hoje persistem boatos sobre a localização do enorme
tesouro que ele teria reunido nos anos de pirataria e enterrado em
alguma ilha perdida.
Bartolomeu Roberts:
Black Bartolomeu Roberts foi um dos piratas de maior renome na “era de
ouro” da pirataria, patrulhando águas africanas e caribenhas. Ele
derrotou mais de 400 outros barcos em apenas 4 anos de pirataria. Ele
era um homem de muito sangue frio e raramente deixava algum inimigo
viver. Foi intensamente caçado pelo governo britânico e, por fim, morreu
no mar.
Ching Shih:
E quem disse que as mulheres não participaram ativamente da era de ouro
da pirataria? Ching Shih foi capturada por piratas de um bordel cantonês
e logo orquestrou seu caminho para a glória, se tornando uma das
primeiras capitãs. Ela chegou a comandar uma frota com mais de cem
navios.
Capitão Samuel Bellamy:
Apesar de ter morrido com apenas 28 anos, Bellamy marcou seu nome na
história pirata, capturando vários navios, incluindo o famoso Whydah
Gally, um navio negreiro que vinha carregado com escravos e ouro. Ele
tomou o Gally como seu “navio sede”, mas acabou morrendo com ele, em
meio a uma enorme tempestade em 1717.
Anne Bonny:
Já comentamos sobre essa pirata, parceira de Calico Jack. Ela é a mais
famosa pirata da história e dizem que era bonita, esperta e tão terrível
como qualquer homem pirata. Ela era filha de latifundiários, mas
abandonou sua vida tranqüila em 1700 e resolveu se tornar um “homem” do
mar. Segundo a lenda, ela só foi poupada de ser morta com Calico Jack e
com o resto de sua tripulação porque estava grávida (do próprio
capitão).
Barba-negra:
Barba-negra, ou Black Beard, se chamava na verdade Edward Teach. Ele
comandou um verdadeiro reino do terror que durou de 1716 a 1718. Ele era
um oficial da armada espanhola, mas depois da Guerra da Sucessão
Espanhola, Barba-Negra se tornou um pirata e foi imortalizado pela
enorme barba escura.
´Os piratas são figuras conhecidas por todas as idades. A
imagem mais caricata desse personagem é a de um homem barbudo, com uma
perna de pau, tapa olho e um papagaio como melhor amigo (isso sem falar
na espada e na mão com o gancho). Faz parte do nicho do pirata enterrar
tesouros e fazer mapas que serão achados séculos depois por pessoas boas
(que invariavelmente serão roubadas pelos vilões).
Ultimamente, a figura do pirata tem sido amplamente divulgada em função da trilogia “Piratas do Caribe”. O que foi mostrado no filme é apenas uma das vertentes da pirataria. Agora você vai saber a verdade sobre eles.
Por definição, pirata era aquele que roubava e pilhava por conta própria.
Ou seja, bandidos especializados em navegar para abordar outros navios e
saquear tudo o que estivesse ao alcance da mão. Alguns aproveitavam a
oportunidade e queimavam cidades costeiras.
A vida de pirata não era fácil. Os primeiros foram os gregos e fenícios. Naquela época
não existia tecnologia suficiente para tornar a vida a bordo minimamente
confortável. Conviver com as doenças, o mau cheiro, a escuridão e a
escassez de alimentos fazia parte do cotidiano.
Quando havia comida, pode ter certeza: estava dura e cheia de gorgulho (gorgulho: insetos que perfuram sobretudo madeira, cereais e feijão armazenado, reduzindo-os a pó)
A bebida era usada para amenizar a dura vida, que não permita erros. Definitivamente, erros eram letais para os piratas.
Mas afinal de contas: Quem eram os piratas?
As tripulações eram ecléticas. Variavam desde escravos fugitivos até
pessoas que buscavam a liberdade utópica de viver fora da lei.
Pode-se dizer que os piratas eram aventureiros que não prezavam a própria existência, vivendo intensamente. O método mais utilizado para pilhar era o mais suicida possível: invadir o navio inimigo e fazer luta corporal.
Obviamente muitos deles morriam nessas lutas ou eram feitos reféns, mas
o fato é: O que eles tinham a perder? A maior satisfação de um pirata
era poder beber contemplando o fruto do roubo. Quem sabe se escaparia
vivo do próximo? Definitivamente eles gostavam da sensação de perigo,
sentir a adrenalina correr nas veias e lutar pra sair vivo dali (do
navio saqueado).
Mas do que adiantava ter a riqueza se eles não podiam gastar?
Aí é que está o X da questão. Eles gastavam. Faziam acordos com
mercadores de cidades portuárias. O tratado era o seguinte: os piratas
eram livres para gastar o dinheiro roubado nas cidades, sem que fossem,
de maneira nenhuma, perturbados (leia-se interferência da polícia). Em
troca, os navios e comércios desses mercadores não eram atacados pelos
piratas (qualquer semelhança com a relação traficante/polícia favelas
NÃO é mera coincidência).
A pirataria cresceu conforme o valor dos produtos transportados via
navios aumentavam. Desde a expansão comercial dos fenícios, até a
decadência com portugueses e espanhóis, diferentes tipos de mercadorias
foram transportadas entre cidades e continentes, através do mar. Quem
entende um pouco de História percebe que foi um longo período no qual os
piratas foram temidos e admirados por aqueles que gostariam de viver
livre tal qual um deles. Pode-se compreender o período do auge da
pirataria entre os séculos XVII e XVIII (época do açúcar, conhecido como
“ouro branco”, escravos e especiarias)
Se os piratas matavam, pilhavam e queimavam (as cidades… as cidades) por que eles colecionam fãs no mundo todo?
Inicialmente, os piratas trabalhavam para
“companhias”. Eram, por assim dizer, “contratados” para agir em alto
mar, durante as guerras. Porém, com o fim dessas guerras, o desemprego
atingiu os piratas. O governo dos países que os contratavam simplesmente
dispensaram a classe toda, pois não havia mais porque mantê-los.
Aí você me pergunta: Mas e o sindicato? Cadê o sindicato da categoria?
Eu respondo: como a vida em alto mar era o nicho dessas pessoas, eles decidiram continuar o que faziam, mas dessa vez na ilegalidade, longe da proteção do governo.
Graças a trilogia “Piratas do Caribe”,
a vida dos piratas se popularizou. A trilogia é muito
bem feita, não só em relação à história, mas como as roupas, as músicas.
Ela salientou que a série não é perfeita, afinal, não retrata fielmente
como sofriam os piratas e as duras condições com que passam meses no
mar. “Eram massacrados“.
O que torna alguém fã de piratas é a
admiração que se sente por esses indivíduos que, mal ou bem, foram
heróis. É importante frisar que SIM, OS PIRATAS EXISTIRAM.
Não são apenas lendas ou meras histórias, como muitos pensam. Os
piratas tiveram seu lugar na História (com agá maiúsculo) assim como
tantas outras pessoas, em diferentes épocas.
Outro aspecto que apaixona os fãs é lembrar dos códigos de ética piratas. Por mais vilões que alguns fossem, no navio eram respeitadas algumas leis. Muitas delas curiosas: Você sabia que o capitão era eleito pelos outros piratas? Pois é… de certo modo, até havia uma democracia…
Mas o que torna mesmo alguém fã de
piratas é pesquisar e ler o quanto eles sofreram (e o quanto faziam
sofrer também…), chagando a passar meses em alto mar e no fim das
contas, ser feliz. A ética, a coragem, o espírito aventureiro desses
homens do mar, leva multidões às salas de cinema.
O que torna a figura do pirata tão misteriosa é simplesmente a falta de conhecimento que sem tem sobre eles. Dicas de livros: “O Corsário Negro” (para uma “leitura mais leve“)
e para quem realmente quer sentir na pele o que era ser pirata, “Contos
de Piratas”, de Sir Arthur Conan Doyle (é.. aquele mesmo do Sherlock
Holmes).